quarta-feira, 2 de abril de 2014

Estudo da Pesca no Alto Araguari

O Projeto de Estatística Pesqueira está realizando o levantamento de informações bio-ecológicas da fauna íctiica da Floresta Nacional do Amapá como subsídio para o manejo do recurso pesqueiro a partir da demanda da colônia de pescadores Z-16 e comunidade que reside às margens do rio Araguari. Os pescadores alegam que a quantidade de peixes não é a mesma de alguns anos atrás e que o período de defeso não condiz com a realidade da localidade, pois segundo eles algumas espécies de peixes capturados estão desovando fora do período do defeso, que na região vai de 15 de Novembro a 15 de Março.
A pesquisa tem como objetivos caracterizar a atividade pesqueira quanto ao esforço de pesca e quantidade capturada e os principais locais de pesca, além de monitorar e determinar o período reprodutivo e tamanho médio de primeira maturação sexual dos peixes comercias, comparar o período de defeso com a época de reprodução mensurada e gerar um Banco de Dados da Estatística Pesqueira do alto e médio curso do rio Araguari. A pesquisa iniciou em outubro de 2011 com pescarias de dois em dois meses, e em 2013 transformou-se no projeto para monitoramento diário do desembarque pesqueiro evoluindo em 2014 para pescarias experimentais no período de defeso.
Tais informações assim que analisadas serão essenciais para elaboração de politicas publicas para o setor pesqueiro de pesca continental do estado do Amapá, considerando, que o rio Araguari possui uma rica fauna aquática de peixes com ótimo rendimento de massa corporal como o Curupeté (Tometes trilobatus), Trairão (Hoplias aimara), Pacu Branco (Myloplus sp.), Piranha Preta (Serrasalmus rhombeus), Pirapucu (Boulengerella cuvieri), Pacu mafurá (Myloplus asteris) entre outras com ótimo valor comercial e grande demanda.
Pescadores, comunitários e pesquisadores atuam em conjunto como monitores na análise do estágio de reprodução das espécies. Isso é muito importante para multiplicação das informações dentro da própria comunidade.

Participação de pescador no monitoramento na Base da Floresta Nacional do Amapá
Pescador mostrando seu peixe (Trairão)
Pesca experimental
Créditos:
Luiza Prestes de Souza - Coordenadora
Marcela Nunes Videira - Coordenadora
Alexandro Cézar Florentino - Pesquisador
Adrielson do Nascimento Lobato - Pesquisador
Aldilene Lobato dos Santos - Pesquisadora
Netiê Izabel da Silva de Oliveira - Pesquisadora
Fotos: Projeto de Estatística Pesqueira

Apoio Institucional:
Conservação Internacional
Instituto Walmart
Floresta Nacional do Amapá/ICMBio
UEAP

sexta-feira, 28 de março de 2014

Visita de Representantes da Conservação Internacional

No dia 28 de maio foi realizada uma visita técnica de representantes da Conservação Internacional (EUA, Equador, Peru, Colômbia, Bolívia, Guiana, e Brasil) a Floresta Nacional do Amapá. A visita teve como objetivo o intercambio de experiências entre os analistas da ONG, que conheceram as ações que a equipe do Amapá realiza em parceria com o ICMBio na região da Flona.
As ações da parceria entre ICMBio e a Conservação Internacional fazem parte do Programa de Implementação da Floresta Nacional do Amapá, que também tem como parceiro o Instituto Walmart, que já auxiliou a reforma e ampliação da base da UC, a elaboração do Plano de Manejo da Flona, a elaboração de um Plano de Negócios de Uso de Açaí, a elaboração de um Plano de Negócios de Turismo de Base Comunitária, e vem implementando outras ações nas quais se destacam o Manejo Pesqueiro na região, a Meliponicultura, e a Agroecologia.
A equipe visitou a propriedade do senhor Gabriel que mostrou uma de suas áreas de roça aos participantes e ofereceu um delicioso almoço para todos. A sua colocação esta incluída no programa de Agroecologia que esta sendo implementado pela CI e ICMBio/Flona, com apoio da Embrapa, SEMA e IEF, e visa contribuir com o incentivo a praticas agrícolas sustentáveis nas colocações ribeirinhas da Flona e seu entorno, e a melhoria da qualidade de vida e bem estar da população. A visita a propriedade e a Flona, serviu também, como mais uma atividade piloto do programa de Ecoturismo de Base Comunitária que conta com o apoio do Guia Tucuju Marcelo Sá que organizou toda a programação e coordenou a visita técnica.
Roça consorciada de Mandioca, Milho, e Banana.
Plantio de Açaí
Construção de Embarcação

Embarcações Regionais construidas pelo sr Gabriel e filhos

quinta-feira, 20 de março de 2014

Pesquisa sobre vertebrados de médio e grande porte na Floresta Nacional do Amapá



Desde outubro de 2013, o Laboratório de Ecologia de Vertebrados-LECOV da UNIFAP (http://lecov.blogspot.com.br) está desenvolvendo um estudo que avalia a influência da heterogeneidade de hábitat em uma floresta de terra firme sobre a fauna de vertebrados. O projeto é coordenado pela Dra. Fernanda Michalski e pelo Dr. Tadeu Gomes de Oliveira. O trabalho de campo está sendo conduzido principalmente por Lincoln José Michalski, que utilizará os resultados para a base da sua dissertação de mestrado no Programa de Pós-Graduação em Ecologia do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (http://www.ppginpa.eco.br)
O principal objetivo é entender se as variáveis de heterogeneidade de hábitat influenciam os padrões de distribuição e de abundância dos vertebrados em uma escala pequena (25km2 – http://ppbio.museu-goeldi.br/?q=pt-br/flona-do-amapá‎). Para tanto, estão sendo mensuradas variáveis ambientais como a estrutura da vegetação, abertura do dossel, disponibilidade de frutos, altitude, etc.. A amostragem da fauna está sendo realizada através de censo ao logo de transectos, armadilhas fotográficas e identificação de vestígios indiretos.
O entendimento da influência das variáveis ambientais sobre a fauna de vertebrados é importante para a conservação das espécies em florestas tropicais. Por exemplo, se nossos dados evidenciarem que mesmo em uma escala pequena, os efeitos de variação de hábitat já influenciam a distribuição e abundância de vertebrados, é possível que nossos dados possam auxiliar a ajustar modelos de distribuição de vertebrados em áreas continuas de floresta tropical. Não é novidade que a Amazônia apresenta diferenças em relação a estrutura de floresta e composição florística, que afetam a distribuição de vertebrados, mas pesquisas que avaliem esses efeitos em pequena escala ainda são escassos.
Nossos resultados preliminares já apontam que mesmo em uma escala pequena, existem diferenças em relação a estrutura de floresta, mas ainda não está claro se essa alteração, nessa escala, irá influenciar a distribuição e abundancia de vertebrados. Em relação a fauna, os resultados demonstram uma alta diversidade de espécies, evidenciando o grau de integridade ambiental da FLONA.
O trabalho conta com o apoio indispensável do ICMBio, dando suporte na logística das campanhas de campo, que duram até 22 dias consecutivos. É importante ressaltar também a importância dos assistentes de campo, desempenhada pelos moradores locais, detentores de um importante conhecimento empírico, fundamental para a realização do estudo.
O projeto está a todo vapor, já foi realizada uma amostragem na estação seca, nos três últimos meses de 2013, e no momento a equipe encontra-se em campo realizando a amostragem da estação chuvosa, que seguirá até junho de 2014.
 
Autor: Lincoln José Michalski.

Imagens do Projeto (Lincoln J. Michalski)








quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Organização social dos moradores do Rio Araguari (+playlist)

Publicação do Plano de Manejo da Floresta Nacional do Amapá

Em janeiro de 2014 foi publicado no diário oficial da união o Plano de Manejo da Floresta Nacional do Amapá. O documento é um dos instrumentos mais importantes para a gestão das unidades de conservação, e no caso da FLONA do Amapá proporciona a possibilidade da realização de Concessões Florestais, Uso dos Recursos Florestais Não Madeireiros, e Ecoturismo.





O Plano de Manejo pode ser acessado por meio do link abaixo:
 
http://www.icmbio.gov.br/portal/biodiversidade/unidades-de-conservacao/biomas-brasileiros/amazonia/unidades-de-conservacao-amazonia/1956-flona-do-amapa.html